Aos 109 anos, eleitor de Japurá realiza recadastramento biométrico

Aos 109 anos, eleitor de Japurá realiza recadastramento biométrico

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É de conhecimento da maioria da população que a partir dos 70 anos as pessoas não são mais obrigadas a votar, o que faz com que o número de eleitores nessa faixa reduza consideravelmente. Um dos motivos da abstenção eleitoral é o desinteresse de alguns desses idosos pelos rumos da sociedade. Muitos já não veem a importância no voto para o presente como para o futuro. Mas isso está mudando: cada vez mais esse segmento toma consciência de seus direitos e da necessidade de exercer a cidadania, mesmo que, por vezes, tenham problemas de locomoção ou dificuldades de chegar até as zonas eleitorais.

A consciência dos direitos dos idosos tem crescido a cada dia. Legislações específicas, como a Lei 10.741/2003, que estabeleceu o Estatuto do Idoso, que regula os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, são de grande ajuda para essa população.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nas últimas duas décadas, quase dobrou a proporção de idosos desobrigados de votar. Em 1998, os eleitores com mais de 70 anos eram 5,7%. Dez anos depois, eles eram 6,4%. Em 2018, eram 8,2% e a tendência é de aceleração da concentração no topo da pirâmide etária.

Na última eleição geral, em 2018, 8,6% dos eleitores estavam na faixa acima de 70 anos. No Amazonas, o percentual é de 4,7%, totalizando pouco mais de 115 mil eleitores.

Alexandre Vasques Macuna faz parte dessa realidade. Com 109 anos e energia de sobra, Alexandre fez questão de comparecer ao Cartório sede da 48ª Zona Eleitoral, no município de Japurá, a 780 km de Manaus, para atualizar os dados cadastrais. Assim, poderá, como de costume, participar ativamente da política.

Idosos como o senhor Alexandre, que não deixam de votar, são pessoas que muitas vezes acompanharam ou mesmo participaram das várias mudanças ocorridas na vida política do país, das lutas pelo restabelecimento da democracia no Brasil, e que, portanto, valorizam esse direito reconquistado após interrupções na vida democrática do país. Ainda com todas os problemas que muitas vezes ocorrem nas instituições, quem, como o Senhor Alexandre, sabe como é ser privado do direito de votar, tem consciência do real valor de poder escolher seus representantes.

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